CONFIRA ALGUNS MOTIVOS PARA UMA MULHER JOGAR FUTEBOL

Por: Lívia Soares

O futebol feminino sempre esteve presente na história do Shalke12, mas no início, houve um bloqueio muito grande para equipe, pois o Shalke12 não conseguia montar um time só de mulheres (jovens e crianças), elas jogavam com os homens.
Isso acontecia por diversos motivos: por disponibilidade das alunas, distância, horário, porque as aulas são noturnas e dentre outros.

“O Grupo das meninas começou a aumentar a partir de 2017 com a realização da Taça das Favelas, foi um trabalho de divulgação da grande imprensa e das poucas alunas do Shalke12. Conseguimos reunir aproximadamente 20 meninas para competir a Taça das Favelas naquele ano.

Desde então o grupo teve uma renovação, ainda permanecemos com aproximadamente 40 meninas, participamos novamente da Taça das Favelas em 2019, ficamos entres as 4 melhores da competição. Logo, tivemos a oportunidade de participar do Campeonato Brasiliense de Futebol 7, onde nos consagramos Campeões na primeira edição.” Relata Farion Souza fundador do Shalke12.

Diferente da história do futebol brasileiro, as mulheres sempre foram valorizadas e muito bem acolhidas na equipe, atuando, participando e principalmente, jogando.
“Eu sempre tive simpatia pelo futebol feminino, é perceptível que as meninas não tem a mesma atenção como no masculino no cenário local e nacional. Desde o início do Shalke12, temos a modalidade feminina e ainda tem algumas pioneiras que jogam até hoje, a Carol (22 anos) é uma delas.” Diz Farion.

A história do futebol brasileiro feminino é de resistência e luta. Um dos fatos marcantes é que foi proibido em 1941 para mulheres, porque era considerado um esporte apenas para homens, esse período de proibição durou 38 anos. Porém, hoje em dia, é comum encontrarmos muitas mulheres jogando, o Shalke12, por exemplo, é uma equipe que oferece essa oportunidade. Um dos objetivos principais do projeto é tirar as crianças e os jovens das ruas para praticar um esporte. E não é uma equipe limitada apenas para os homens. Além de ajudar no condicionamento e saúde física, o futebol, pode também ser uma forma de terapia e superação nos momentos difíceis para quem joga.

“ Teve um momento da minha vida, que eu estava passando por muita crise de ansiedade, nesse momento eu estava meio afastada dos treinos, e foi quando o Shalke12 me ajudou bastante em relação a isso, depois que voltei a treinar, melhorei bastante e hoje eu digo que o futebol é um dos melhores esportes.” Desabafa Caroline de Souza, ela joga como pivô no futsal e atacante no futebol de campo.

Assim como muitas mulheres, a Carol já sofreu preconceito dentro do futebol e já pensou em desistir. Ela joga no time desde os 11 anos e atua até hoje, com 22.
“Já me disseram que futebol não é coisa para mulher, que não dá futuro.” Afirma.
Porém isso não foi motivo para a desistência. Atualmente, o projeto já tem uma equipe feminina completa.

Depois de tanta luta e resistência para as mulheres dentro do esporte, ainda hoje podemos encontrar esses comentários. Mas, o objetivo do Shalke12, é de fato, dar visibilidade para todos que queiram participar. Se você quiser conhecer a história do projeto, basta navegar no site.


1º LUGAR NO TORCE SOCIETY 2018

O Torce 2018 começou em cinco de maio e os jogos foram sediados em quatro dos 12 Centros Olímpicos e Paralímpicos (COP) do DF. A competição contemplou mais de 18 modalidades convencionais e adaptadas para pessoas com deficiência e especiais. Atendeu crianças, meninos e meninas de quatro a oito anos e também idosos. Toda essa diversidade inspirou o tema do evento, como explica Danielle Costa, da Fundação Assis Chateaubriand: “Os COP são um local onde as diferenças coexistem e são tratadas com equidade, promovendo o aprendizado mútuo e a internalização do respeito ao diferente. A paixão pelo esporte é o que move os participantes. Em campo, todos são iguais. O esporte une as diferenças”, afirma Danielle.

O Shalke, entidade convidada para participar do Torce 2018, na modalidade de futebol society nas categorias: iniciação esportiva I (IE – até 11 anos), preparação esportiva I (PE I – até 14 anos). Preparação esportiva II (PE – II até 17 anos) e feminino (adulto).

Equipe Feminino Adulto

Foram quase oito meses de competição, visitamos quatro cidades: São Sebastião, Sobradinho, Estrutural e Samambaia (COP’s). Ficamos encantado com a recepção dos colaboradores do evento, a promoção dos valores e princípios. Sabemos da importância desta integração junto aos nossos alunos, muitos não conheciam as instalações, nem mesmo as cidades que visitamos.

Mais uma vez, conseguimos cumprir a nossa missão. Logramos êxito na conquista do primeiro lugar na modalidade em uma participação inédita. Conquistamos três primeiros lugares (PE I, PE II e FEMININO) e um segundo lugar (IE), nos sagrando campeões da modalidade.

Wilker, Farion, Raul e Davi – Premiação Geral (Foto: Marco Segundo)

Parabenizamos nossos colaboradores voluntários pela dedicação e empenho em colaborar, em especial nossos guerreiros que mais uma vez fizeram bonito dentro das quatro linhas. Nossa missão foi cumprida da melhor forma. Sabemos das dificuldades que passamos ao longo desse período, mas o resultado veio com o título de campeão inédito do TORCE SOCIETY 2018.

Agradecemos primeiro a DEUS, em diante aos pais, os colaboradores, os parceiros e os apoiadores. Sem eles nada disso seria possível.

 

COLABORADORES:
Senadora Leila Barros | Deputado Júlio César | Risomar Carvalho |

APOIO:
MERCADO FAGUNDES | NATIVO COMUNICA | CHAMPION TROFÉUS | MORE2 | FEIRÃO DA CONSTRUÇÃO |